09 outubro 2005

 

Suspensão

Esse poema é do mestre Vinicius de Moraes

Suspensão
FORA DE MIM, fora de nós, no espaço, no vago
A música dolente de uma valsa
Em mim, profundamente em mim
A música dolente do teu corpo
E em tudo, vivendo o momento de todas as coisas
A música da noite iluminada.
O ritmo do teu corpo no meu corpo...
O giro suave da valsa longínqua, da valsa suspensa...
Meu peito vivendo teu peito
Meus olhos bebendo teus olhos, bebendo teu rosto...
E a vontade de chorar que vinha de todas as coisas.
MORAES, Vinicius de. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro. Aguilar, 1986. p.76

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